RESENHA – JACK, O ESTRIPADOR
14/09/2018
4 ESTAÇÕES – OUTONO 3
21/10/2018

4 ESTAÇÕES – OUTONO 2

“E lá estava ela.

Radiante, sorridente.

Exatamente como anos atrás”.

 

*

 

“Senhor” – manifestou-se um youkai lobo jovem. As atenções dos mais velhos continuaram na televisão da salinha. – “Senhor sacerdote”.

– Não pode esperar até as propagandas? – Naoya respondeu e comentou algo da novela com Sra. Hakuouko.

– Eu só… – o jovenzinho respirou fundo para tomar coragem. – Só queria saber como vai a empreitada das joias de almas.

Os dois youkais lobos mais velhos no quartinho congelaram com o comentário, mas fitaram atentamente seu sacerdote-supremo. Hakuouko, por sua vez, já foi mais direta:

– É verdade. Como está a empreitada extremamente demorada?

Naoya revirou os olhos.

– Eu já expliquei. Não é porque tem humanos lá que todo santo youkai é um Youkai Maior. São criaturas raras. Deviam ficar felizes por eu já ter encontrado dois.

– Faz quase oito meses que começou essa história – a velhinha bocejou. – Nesse ritmo, o clã do norte vai nos alcançar antes de formarmos uma joia completa.

– Quando “essa história” começou, ninguém me deu crédito – disse Naoya. – Agora, repentinamente, sou a última esperança?

– A situação está realmente feia, senhor! – suplicou o jovenzinho; os dois mais velhos assentiram veementemente – O clã do norte não para, e agora praticamente não há mais obstáculos entre nós e eles!

– Desde quando nosso Clã das Presas é composta por chorões?! – Naoya deu um tapa na cabeça do rapazinho com o leque.

– Bom, basicamente desde sempre… – comentou Hakuouko.

– De qualquer forma, enquanto o Grande Lago não congelar, esse clã do norte e seu demônio não terão passagem para cá. A não ser que todos voem, mas temos o conhecimento de que não.

Naoya levantou-se, compreendendo que o estavam apressando.

– Até o inverno, estaremos seguros.

– Espero que, até o inverno, tenhamos uma solução… – comentou a velha.

 

Era inacreditável. Até poucos meses atrás, ele era o sacerdote das ideias excêntricas.

De repente, quando o medo do tal demônio batia, tudo estava em suas costas.

– Inacreditável – comentou Naoya sozinho, fazendo uma pequenina nuvem de folhas que choravam erguê-lo pelo interior do poço. – Não é como se tivesse youkais por toda parte. Não nos nossos parâmetros.

“Que parâmetros?” – questionou uma voz fantasmagórica assim que a raposa saiu do poço. A nuvenzinha de folhas ergueu um grito e desapareceu, enquanto Naoya tropeçou alguns passos dentro da pequena construção do Templo Sem Nome.

– Kaguya! – disse, tentando manter a compostura diante do rosto branco de sorriso rasgado.

– Oh, me desculpe – disse a menina, se transformando em sua aparência humana instantaneamente. – É mais fácil esperar longos períodos na minha outra… forma.

– Fico feliz que não tenha mais medo de seus poderes, mas não sei se esse é o uso correto dela…

Logo surgiriam lendas urbanas sobre a assombração do Templo Sem Nome.

– Naoya! – começou a menina, cujo aspecto era cansado, mas tinha olhos determinados – Vim buscar a sua ajuda porque Yui pode estar em perigo.

– Como assim?

 

*

 

“Como assim?” – perguntou Yui, sentada de pernas cruzadas no chão de seu quarto. Não tivera nem tempo para se alegrar em reencontrar Kaguya.

– Explique a ela – disse Naoya, de pé no meio do quarto com a menina.

– Yui. Aqueles sonhos que eu tive durante o verão não pararam, mesmo depois do meu avô ter falecido e os espíritos terem ido embora.

– Isso quer dizer que… – a garota tomou alguns segundos para se recordar das informações. – Alguém ainda está querendo me atacar?

– O homem que eu vejo no sonho não era o meu avô – explicou Kaguya, sentando-se de pernas juntas como uma boa menina. – Tentei prestar mais atenção e percebi que ele é alto e jovem. Seus sonhos funcionam como em um rapaz adolescente ou jovem adulto. Ele também tende a “sonhar” o dia inteiro, focando de forma alucinada no seu objetivo… o que talvez indique que seja distraído no mundo real.

Kaguya refletiu se tinha mais algo a dizer, mas parou ao ver a boca aberta dos outros dois.

– Eu… estudei um pouco… – disse a menina com vozinha fina. – …E me concentrei bastante…

Ela deu uma risadinha meiga.

Não a tornou menos assustadora.

– O que quero dizer, Yui – Kaguya retomou o assunto.

– Sim, senhora – a colegial acabou se endireitando para ouvi-la.

– É que está em perigo constante. Essa obsessão do homem que quer te atacar não começou hoje e está piorando dia a dia. Precisamos averiguar isso o mais rápido possível.

– Hoje? Mas é domingo…

– Yui!

– Sim, senhora! – a colegial obedeceu, mas logo emendou: – Mas como é que vamos descobrir uma coisa dessas? Nem você, que é a youkai cabulosa invasora de sonhos, conseguiu. E o Naoya só detecta fantasmas ou coisas assim.

– Almas, querida. Almas – ele corrigiu.

– E então? – finalizou Yui.

Kaguya murmurou pensante, mas Naoya logo se manifestou:

– Na verdade, tenho um palpite. Você se lembra de que foi salva de uma tentativa de sequestro quando criança? – ele arrebatou, sem um pingo de hesitação.

– O quê?! – exclamou Kaguya, chocada.

– Sim – respondeu Yui naturalmente. – Uma moça mais velha me ajudou. Era colega do meu irmão, acho.

– Não parece uma reação traumatizada – a raposa teve de comentar. – Se lembra de detalhes sobre isso?

Diante disso, Yui franziu o cenho e murmurou, buscando nos confins de sua memória.

Estava na terceira série. Não era para ser tão difícil. Fazia kendô, tinha cinco amigos com quem sempre andava. Era só um pouquinho bagunceira nas aulas, mas em geral levava a tarefa feita.

Conseguia se recordar da maior parte das coisas.

Mas e o sequestro?

– Me lembro da moça… – sibilou, quase para si mesma. Usava uniforme de colegial. A mesma que Yui usava hoje em dia, pois entrara na mesma escola em que o irmão estudou. A moça tinha longos cabelos negros e um sorriso radiante. “Está tudo bem!”, ela havia dito, como se nenhum mal estivesse por perto. – Rikako – Yui disse, por fim. – Ela se chamava Rikako.

– Só isso? E o sequestrador? – Naoya continuou – Poderia ser uma velha louca, talvez. Era uma sequestradora? Ele era alto ou baixo? Chegou a ver o rosto?

Yui murmurou mais e mais forte, olhando para o alto enquanto refletia e buscava uma recordação concreta.

Lembrava que estava no caminho para casa. Alguém teria a abordado? Fora chamada? Não iria seguir um estranho. Talvez tivesse sido puxada a força.

– Não lembro! – exclamou Yui, enfim – Só consigo me lembrar da Rikako-san falando que estava tudo bem, depois que eu já estava a salvo!

– Talvez estivesse desacordada – Naoya deu de ombros.

Ou talvez tivesse selado uma memória horripilante demais para qualquer ser humano.

– Mas o que isso tem a ver com o sonho da Kaguya? – perguntou Yui – Está querendo dizer que o mesmo sequestrador vai me atacar de novo?

– Já parou para pensar no que te atacou? – disse Naoya, olhando fixamente para a garota – No porquê de não ter polícia envolvida? Qual colegial normal salvaria uma garotinha de um maníaco com tamanha tranquilidade que não precisaria chamar as autoridades?

Yui só conseguiu encarar Naoya de volta.

O que a atacou quando criança?

– Talvez não houve polícia porque não haveria como explicar o que ocorreu – a raposa continuou. – Quem sabe a mocinha já estivesse acostumada a lidar com isso. Não vamos dizer que nunca vimos colegiais enfrentando criaturas estranhas.

– Você… você acha… – balbuciou Yui.

– Que era um youkai – o rosto de Kaguya se tornou branca por um instante, reluzindo os olhos vermelhos.

 

*

 

“Sabe que sua teoria é um pouco exagerada, não sabe?” – comentou Yui, assim que conseguiu processar a informação e o “chute” de Naoya.

– O quê? – o youkai voltou-se para ela indignado – Poderia ter dito isso antes de nos embrenharmos nessa pesquisa.

Naoya apontou para as pilhas e pilhas de registros da cidade sobre a mesa da biblioteca, além de listas telefônicas espalhadas para todo lado.

– Eu devia ter me tocado antes de ficarmos três horas pesquisando na internet e depois invadir minha escola atrás de álbuns de formatura – admitiu Yui. A secretaria talvez ficasse um pouco brava por suas gavetas estarem bagunçadas. Também tentaram buscar registros de alunos já formados. – Mas, de qualquer forma, Rikako-san poderia ser só uma menina de passagem. Talvez ela fosse muito forte ou o sequestrador fugiu só de ter sido flagrado. Pode ser que não teve polícia porque ela me levou sã e salva para casa e ninguém viu o rosto do cara.

– Tudo bem, isso é uma possibilidade – concordou Naoya.

Mas humanos normais não costumam ser adeptos na arte de amaldiçoar alguém.

– Mas..? – Yui pressionou, esperando um contra-argumento do outro.

– Mas, da mesma maneira que sua teoria pode estar certa, a minha também pode estar – limitou-se a dizer.

– Meu irmão me respondeu – a garota sacou seu celular, verificando as mensagens. – O sobrenome de Rikako é “Tanaka”.

– Tanaka? Sério? – Naoya deu um grande suspiro – Quantos “Srs. Tanaka” você acha que tem aqui? – ele apontou a bagunça na mesa com o leque.

– ACHEI! – berrou Kaguya.

– ACHOU?! – berraram Yui e Naoya.

Antes de olharem para os arredores envergonhados, sob as expressões insatisfeitas de estudantes universitários.

– Está aqui – Kaguya apontou para uma reportagem minúscula de jornal. – “O festival no Templo Izumi, deste ano, foi promovido pela filha do senhor sacerdote, srta. Tanaka Rikako”.

O texto seguia com uma breve descrição do pequeno festival e uma foto do templo bem cuidado.

– Ahá! – Naoya apontou – Uma menina de templo!

– Não sei como é no seu mundo, mas isso não a torna automaticamente uma caçadora de monstros, sabe? – Yui fez uma careta.

– Não fica muito longe daqui – disse Kaguya, após pesquisar brevemente no celular. – Podemos chegar em cerca de vinte minutos.

 

*

 

O Templo Izumi não era nada parecido com o velho Templo Sem Nome ou o comum Templo dos Sasaki.

Os Izumi, pelo visto, eram de uma linhagem longa e bem sucedida de sacerdotes.

O templo parecia um pequeno castelo. No mínimo, um grande hotel tradicional.

– Então. Agora temos um problema – disse Naoya de forma pausada, parado diante da propriedade exatamente fora de seus limites.

– O quê? – Yui voltou-se cansada, iluminada pelo pôr-do-sol – Já não aguento mais essa peregrinação.

– Posso me dar ao luxo de recear entrar no território de caçadores experientes de youkais? – ele apontou o templo com o leque.

“Não precisa temer, senhor youkai” – interveio uma voz tranquila que fez Yui sobressaltar-se e virar para trás.

Um sacerdote em trajes escuros vinha se aproximando calmamente com uma vassoura em mãos. O homem careca de meia-idade ainda varreu trechos do caminho como se a limpeza do terreno já não estivesse perfeita.

– Posso ver que não vêm para fazer mal – o homem indicou o templo e abriu caminho. – E também posso ver que têm dúvidas. Chamo-me Tanaka e sintam-se à vontade para me acompanharem.

A calmaria do sacerdote não diminuiu o desconforto do grupo enquanto eram guiados pelos longos corredores de madeira. Vez em quando viam mais pessoas, velhas ou jovens, que serviam o templo e realizavam tarefas diárias.

– O que os trazem a esta visita? – perguntou o sacerdote Tanaka enquanto os guiava.

– Meu nome é Uesugi Yui – começou a garota, após receber meneios de cabeça de Naoya e Kaguya. – Não sei se o senhor ficou sabendo, mas uns oito anos atrás, a Rikako-san me salvou na rua.

– Ah – fez ele calmamente. – A Rikako. Lembro-me do ocorrido.

– É sua filha? – perguntou Naoya.

– Sobrinha – ele respondeu. – Os pais de Rikako morreram jovens. Ela e eu sempre tivemos muito contato.

– Nós viemos ver a srta. Rikako! – disse Kaguya com expectativa – Ela está?

O sacerdote silenciou-se por um instante.

– Entendo… – disse ele, finalmente. – Por aqui.

O homem virou o corpo abruptamente, começando a fazer o caminho de volta pelo corredor.

O trio de visitantes se atrapalhou na meia-volta, trombando uns nos outros antes de continuarem a andar.

O sr. Tanaka não disse nada durante o caminho.

“Aqui” – ele abriu a boca só ao chegarem até uma porta de correr.

E lá estava ela no interior da sala: radiante e sorridente, exatamente como anos atrás.

A foto de uma Rikako muito feliz, não muito diferente do que Yui se lembrava, jazia em um santuário de mortos.

– Mas… – balbuciou Yui.

Não era como se a conhecesse bem.

Nunca tivera um diálogo decente com a moça.

Era uma tragédia, mas não uma que devesse tirar seu fôlego e tornar a mente um papel em branco.

Por que possuía a sensação de que ela era uma espécie de…

Barragem?

E, neste caso… uma barragem para conter o quê?

– Rikako faleceu em… – o sr. Tanaka sentou-se próximo ao santuário. – Não há por que escolher palavras para vocês: ela faleceu em uma luta contra um youkai.

– Então ela… realmente combatia monstros – Yui engoliu seco.

O homem indicou para que se sentassem. Naoya foi o único que não se moveu como um boneco em choque.

– Os youkais têm ficado fortes e numerosos ultimamente. Sem Rikako por perto, mantê-los afastados está se tornando cada vez mais difícil.

– Irei direto ao ponto – disse Naoya. – Viemos aqui para saber o que atacou Yui oito anos atrás. Era somente um sequestrador humano? Ou era alguma outra coisa?

Yui pareceu voltar a si e encarou o sacerdote.

O sr. Tanaka, que há segundos não havia escondido o motivo da morte de Rikako, hesitou por um instante.

Vendo que o silêncio só piorava a apreensão, ele admitiu:

– De fato. Como suspeita, srta. Yui foi atacada por uma criatura sobrenatural quando criança.

– Sobrenatural – repetiu Naoya.

Não “youkai”.

Pareceu um tanto pior do que esperavam ouvir.

– Podemos chamar de youkai, mas era algo mais semelhante a uma entidade – sr. Tanaka explicou. – Uma união de múltiplas forças.

Inevitavelmente, a imagem do sacerdote Sasaki, avô de Kaguya, passou pela mente dos três visitantes. A massa negra de espíritos de antepassados era algo difícil de se esquecer.

Yui pensou ter ouvido um grito em seu passado.

O grito de uma mulher.

– Essa entidade foi destruída pela senhorita Rikako? – perguntou Kaguya, apreensiva.

O sacerdote balançou a cabeça em negação.

– Rikako tentou caçar a criatura, mas acabou por não conseguir encontrá-la antes de falecer.

Kaguya olhou alarmada para Yui.

A colegial, por sua vez, tentou se recordar da tal entidade.

Nada.

Sua mente se chocava contra uma parede negra, tão forte e cheia de intenção que começava a achar que não era só um reles esquecimento.

Era um sequestro. Um ataque feito pelas mãos de um monstro.

Era impossível que não se recordasse de nada.

– Pode ser que essa entidade esteja atrás de Yui de novo – sibilou Kaguya.

Repentinamente, o peso de um gigante assolou a colegial, causando falta de ar. Yui arregalou os olhos e começou a ofegar, antes de simplesmente levantar e sair às pressas.

– Yui! – chamou Naoya, porém ela já estava fora de vista.

 

*

 

Monstro. Monstro.

A palavra ecoava repetidamente na mente de Yui, como que representando as imagens das quais não conseguia se lembrar.

Que monstro?

– Que monstro? – disse em voz alta, tonteando pelos jardins do templo.

Precisava de ajuda. Queria ajuda.

Mas por quê?

– Mãe, pai – sibilou, inconscientemente. – Hiroki.

Não era como se pudesse envolvê-los em uma luta contra uma criatura nociva. No entanto, a ajuda que queria era deles.

Não para lutar.

Mas para aguentar.

“Bichano, bichano” – sussurrou Naoya repentinamente, surgindo de uma porta de serviço.

– …Eu não sou um gato – tentou dizer Yui. Deveria estar com uma cara péssima.

– Age como um. Doce? – ele estendeu um bombom.

– Também não sou uma criança.

– Age como… deixa quieto – ele parou, vendo a cara feia da garota. – Qual é o problema? – perguntou suavemente.

Yui fez uma cara um tanto inconformada; não era sua família, mas…

Era algo próximo.

– Você… vocês todos. Têm razão – ela disse. – A coisa que me atacou no passado… deve estar aí ainda! Os sonhos que eu tenho também devem indicar isso!

– Você é forte. Consegue lidar com qualquer coisa. E eu tenho as técnicas para lidar com aquilo de que necessita mais do que força bruta.

A garota andou em círculos, carregando a própria cabeça.

Havia um bloqueio.

O que era tão feio que a mente de uma criança apagou suas imagens por completo?

– Estaremos todos aqui – completou Naoya. – Eu, Kaguya e até Yoshiki. Se precisar de mais ajuda… de outro tipo de ajuda, há seu amigo da escola e sua família.

“Estarão todos aí para você”.

Yui ergueu os olhos.

– Palavras bonitas para terem saído do sacerdote de um clã que só batalha – ela resmungou, desconcertada.

– Não é isso que amigos fazem? – perguntou ele, genuinamente confuso.

– Bom. É.

Ele não devia ter nenhum amigo em seu mundo.

– Então me dá esse doce – Yui agarrou o bombom e devorou-o num piscar de olhos. – Vamos voltar lá dentro e ver o que mais descobrimos sobre a criatura. Preciso pedir desculpas para o Sr. Tanaka por ter saído correndo.

– Kaguya já deve estar fazendo isso – Naoya apontou com o leque. – As damas primeiro.

Yui andou a passos largos, tentando gerar confiança. Concentrou-se no sabor do chocolate na boca. Qualquer coisa para manter-se firme.

Ainda havia um frio na barriga inexplicável, que aumentava exatamente por não possuir explicação.

Mas estava melhor. Precisava fazer algo.

Pelo menos, tinha amigos e família com quem contar. Bombons e takoyakis.

Não deixaria que uma criatura qualquer a pegasse.

 

*

 

“Está tudo bem” – Rikako sorriu, como se fosse um dia qualquer. A expressão de tranquilidade pareceu aquecer Yui.

“Não vai acontecer nada” – ela completou.

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